Glossário
Os termos que aparecem nos contratos, nas teses e nos artigos, explicados na linguagem que usamos internamente. 30 verbetes, agrupados por classe de ativo.
Última atualização: 1 de agosto de 2026
Conceitos gerais
Termos que aparecem em qualquer operação, independentemente da classe de ativo.
- Investimento alternativo
- Aplicação em ativos fora das classes tradicionais de renda fixa e renda variável negociadas em bolsa, como créditos judiciais, recebíveis comerciais e infraestrutura. Costuma ter prazo definido, baixa liquidez e exigir análise documental própria de cada operação. O que são investimentos alternativos.
- Liquidez
- Facilidade de converter um ativo em dinheiro sem perda relevante de valor. Investimentos alternativos são tipicamente ilíquidos: não há resgate antecipado, e o capital permanece comprometido até o desfecho da operação.
- Due diligence
- Processo de verificação documental e jurídica feito antes da aquisição de um ativo, para confirmar sua existência, titularidade, valor e os riscos associados. Due diligence de crédito judicial.
- Diversificação
- Distribuição do capital entre ativos com comportamentos diferentes, de modo que um evento adverso não atinja a carteira inteira ao mesmo tempo. Diversificar reduz a concentração, mas não elimina o risco de perda. Diversificação além do CDI.
- KYCKnow Your Customer
- Conjunto de verificações de identidade e origem de recursos exigido pela legislação de prevenção à lavagem de dinheiro. Na prática, é a etapa de envio e validação de documentos antes da liberação do acesso às operações.
- SCPSociedade em Conta de Participação
- Estrutura societária prevista no Código Civil em que um sócio ostensivo conduz a atividade em seu próprio nome e os sócios participantes aportam capital sem aparecer perante terceiros. É um dos formatos usados para organizar operações de investimento alternativo.
- Benchmark
- Índice de referência usado para comparar o resultado de uma operação, como o CDI ou o IPCA. Quando há taxa de performance, ela incide apenas sobre o que exceder o benchmark definido em contrato.
- Taxa de performance
- Remuneração cobrada sobre a parcela do resultado que supera o benchmark contratado. Se o resultado não ultrapassar o benchmark, a taxa não é devida.
Ativos judiciais
Vocabulário dos créditos originados em processos judiciais, incluindo os devidos pelo poder público.
- Ativo judicial
- Direito de crédito reconhecido ou em discussão em um processo judicial, que pode ser cedido a terceiros. Abrange créditos contra o poder público, como precatórios, e créditos entre particulares. Como funcionam ativos judiciais.
- Precatório
- Ordem de pagamento expedida pelo Judiciário contra a Fazenda Pública após o trânsito em julgado, quando o valor supera o limite da requisição de pequeno valor. Entra em fila orçamentária e o prazo de pagamento depende do ente devedor. Precatório e ativo judicial privado.
- RPVRequisição de Pequeno Valor
- Requisição de pagamento contra a Fazenda Pública para valores abaixo do teto definido por cada ente federativo. Segue rito próprio, sem a fila do precatório, e por isso o prazo costuma ser sensivelmente menor. RPV e por que o prazo é diferente.
- Trânsito em julgado
- Momento em que a decisão judicial não admite mais recurso. Antes dele o crédito ainda pode ser alterado ou extinto, o que muda por completo o perfil de risco do ativo.
- Cessão de crédito
- Contrato pelo qual o titular de um crédito transfere a terceiro o direito de recebê-lo. É o instrumento que permite negociar precatórios, RPVs e créditos judiciais privados.
- Habilitação
- Ato processual em que o cessionário é reconhecido nos autos como novo titular do crédito, passando a figurar como destinatário do pagamento.
- Ente devedor
- Pessoa jurídica de direito público responsável pelo pagamento do crédito: União, estado, município ou autarquia. O histórico de pagamento do ente é uma das variáveis mais relevantes na análise de prazo.
- Deságio
- Diferença entre o valor de face do crédito e o preço pago na aquisição. Reflete o prazo estimado até o recebimento e os riscos identificados na due diligence.
Recebíveis
Termos das operações de antecipação de valores a receber por empresas.
- Antecipação de recebíveis
- Operação em que a empresa cede valores que tem a receber em datas futuras e obtém o recurso antes do vencimento, mediante desconto. Do lado do investidor, o resultado depende do pagamento pelo devedor original. Tese de antecipação de recebíveis.
- Sacado
- Devedor final do recebível, isto é, quem efetivamente pagará o título no vencimento. A qualidade de crédito do sacado costuma pesar mais na análise que a do cedente.
- Cedente
- Empresa que cede o recebível e recebe o valor antecipado. Em operações com coobrigação, responde caso o sacado não pague.
- Coobrigação
- Cláusula pela qual o cedente permanece responsável pelo pagamento se o sacado não honrar o título. Sem coobrigação, o risco de inadimplência recai integralmente sobre o adquirente do recebível.
- Duplicata
- Título de crédito emitido a partir de uma venda mercantil ou prestação de serviço, que documenta o valor a receber e serve de lastro para a antecipação.
- Inadimplência
- Não pagamento do título no vencimento. É o risco central das operações de recebíveis e a razão pela qual a análise se concentra na concentração por sacado e no histórico de pagamento.
Eletropostos
Vocabulário da infraestrutura de recarga de veículos elétricos.
- Eletroposto
- Ponto de recarga de veículos elétricos aberto ao público ou a um grupo determinado de usuários, composto por carregador, infraestrutura elétrica, vagas e sistema de cobrança. Tese de eletropostos.
- Recarga ACcorrente alternada
- Recarga em corrente alternada, com potências menores e tempo de carga mais longo. Combina com locais de permanência prolongada, como estacionamentos de longa duração.
- Recarga DCcorrente contínua, recarga rápida
- Recarga em corrente contínua, com potências altas e tempo de carga curto. Exige investimento maior em equipamento e infraestrutura elétrica, e combina com paradas breves.
- Potência instalada
- Capacidade nominal do carregador, medida em quilowatts. Precisa ser coerente com o tempo de permanência do público do local: potência alta em ponto de longa permanência encarece o projeto sem aumentar a receita. O que faz um bom ponto de recarga.
- Demanda contratada
- Potência que a unidade consumidora contrata junto à distribuidora de energia e paga independentemente do consumo efetivo. Dimensioná-la mal é uma das principais fontes de custo fixo desnecessário na operação.
- Ponto de conexão
- Local físico em que a instalação se liga à rede da distribuidora. A carga disponível nesse ponto define se o projeto é viável sem obra de reforço da rede.
- Contrato de cessão de espaço
- Instrumento que autoriza a instalação e a operação do eletroposto em área de terceiro. Prazo, exclusividade, reserva das vagas e responsabilidade pela manutenção são as cláusulas que determinam o horizonte da operação.
- Veículo plugável
- Veículo que recarrega a bateria conectado à rede elétrica, o que inclui os elétricos a bateria e os híbridos plug-in. É a base de cálculo relevante para demanda de recarga, e não o total de veículos eletrificados, que engloba híbridos não plugáveis.
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Este conteúdo tem finalidade exclusivamente educacional e informativa. Não constitui oferta, recomendação ou consultoria de investimento. Investimentos alternativos envolvem risco, inclusive de perda do capital, e são ilíquidos. Rentabilidade passada não garante resultado futuro. Avalie sua situação e consulte um profissional habilitado antes de investir.